“At Home With…”

Owen

“Qualquer dia desses eu terei algum dinheiro
E irei comprar aquelas coisas que quero:
Tintas acrílicas, cordas de violão, um novo assento de bicicleta
Para minhas pedaladas próximas a sua casa
E qualquer dia desses eu irei ter um emprego verdadeiro
Um que realmente pague
Como meu pai tinha…”

(Owen – “One of these days”)

“Onde Vivem Os Monstros” (2009).

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Este cartaz me chamou muito a atenção e pesquisando descobri se tratar do novo filme de Spike Jonze, baseado em um livro infantil. Nunca tinha ouvido falar, mas tanto livro como filme me deixaram bastante curiosos. Confira nesse link mais detalhes sobre tudo.

Pausa dramática…

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Clássica capa; ever!

“A Vida Marinha com Steve Zissou” (2004).

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Atrasado como sou até hoje não tinha visto um filme de Wes Anderson, porém este erro foi redimido com “A vida marinha com Steve Zissou”. Foi tudo premeditado: feriado e meu irmão ia alugar filme na locadora; alugou dois e poderia pegar outro de graça na parte dos catálogos, adivinha qual escolhi? – Na verdade minto; certa vez passou de madrugada na Globo um filme dele chamado “Os excêntricos Tenembaums”, só que eu decidi não ver porque já estava pela metade.
Para quem não conhece, Wes Anderson é um diretor na tradição de nomes como Tim Burton e os irmãos Coen, ou seja, fazem filmes com um estilo bem particular e, por isso, únicos. O enredo de “A vida marinha…” é simples: Steve Zissou, interpretado por Bill Murray (você com certeza o conhece!), é um oceonógrafo documentarista que sai com sua tripulação em uma missão de achar um tubarão que matou um de seus melhores amigos; daí em diante outras tramas paralelas desenvolvem-se como a crise no casamento de Zissou; o ciúme por causa de uma repórter que tem um caso com seu pretenso filho; piratas; um motim; um cãozinho de 3 patas e até um tripulante brasileiro chamado Pelé dos Santos!! Interpretado por seu Jorge e que canta durante o filme versões em português de clássicos de David Bowie. Infelizmente nos extras do DVD, o documentário não fala sobre como foi a idéia de Anderson de coloca-lo no filme.
Há aqueles que não irão entender o filme e simplesmente taxá-lo de chato e sem graça, até por se tratar de uma comédia, mas uma vez cativado não dá para não ir atrás dos outros títulos do diretor.

Medianidade.

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“Eu diria que há milhões como eu, mas não há, na realidade: muitos caras têm um gosto musical impecável mas não lêem, muitos caras lêem mas são gordos demais, muitos caras são simpáticos ao feminismo mas têm barbas idiotas, muitos caras têm um senso de humor como o Woody Allen mas se parecem com o Woody Allen. Muitos caras bebem demais, muitos caras se comportam de modo idiota ao dirigirem um carro, muitos caras se metem em brigas, ou ostentam o seu dinheiro, ou tomam drogas. Eu não faço nenhuma dessas coisas, sério; se me dou bem com as mulheres não é por causa das virtudes que tenho, mas por causa das sombras que não tenho.”
Trecho de “Alta-fidelidade”; um dos melhores livros que já li, fácil! Nunca me identifiquei tanto com um personagem como o de Rob Fleming; que é interpretado por John Cusack na adaptação para cinema.

“Oh messy life”…

“Curiar” minha vida? :

http://www.twitter.com/daniage

“30 dias de noite” (2007).

30-days-of-night-poster-1Como passei tanto tempo sem assistir a este filme? Sim, já que ele é datado de 2007 e estamos na segunda metade de 2009. Os  bons sinais já se evidenciavam pelo fato dele ser baseado em uma graphic novel; lógico que nem toda adaptação de quadrinho é sinônimo de qualidade e, acima de tudo, respeito com aqueles que lêem a obra. Pois bem, ao final ainda vi o nome de Sam Raimi na produção e tudo fez sentido: um legítimo filme de horror!! daqueles que te prendem do começo ao fim. O bom do início logo se tornou excelente. Sangue de Sam Raimi  tem poder!!
O enredo é sobre uma cidade do Alasca chamada Barrow que tem uma peculiaridade:  uma vez por ano, durante o inverno, o sol deixa de nascer por 30 dias. O cenário perfeito para vampiros que pouco à pouco vão isolando a cidade e deixando seus habitantes à mercê de sua sede de sangue. Tudo muito tenso e claustrofóbico, sem CG para deixar as coisas artificiais; esse o ponto forte do filme, efeitos visuais de primeira, fora a caracterização dos vampiros, que foge da imagem padrão já tão conhecida. A premissa pode não ser original; ainda mais se você já assistiu ao clássico de John Carpenter “O enigma de outro mundo”, mesmo assim este já é um pequeno clássico dentro de um estilo tão cheio de bobagens e coisas repetitivas.

“Preciso me encontrar”…

Como bem diz o título da música de Cartola e eu não tenho mais tanta pressa; assim. Já corri muito e me entreguei o suficiente para ver que minha paz interior vale mais. Peco por ser racional demais, penso eu. Mas se eu não aprender com meus erros, com minhas atitudes e com tudo que eu já vivenciei, quem vai zelar por mim? Às vezes tenho meus  surtos e nem sempre sigo à risca o que eu falo, mas na maioria das vezes meu bom senso prevalece. Não deposito mais minhas expectativas em outro alguém; até porque não quero que ninguém faça o mesmo por mim. Compromisso hoje em dia é algo a ser avaliado minuciosamente.

Suede – “Obsessions”.

Brett+Anderson

Obsessions is like sex
It’s simple and complex
It’s called obsession
Can you handle it?

Descompasso…

- “Quando você vai sair da casa de sua mãe, hein?”

Ouvi essa frase de uma moça paulista; ela é nova – 22 anos, e já é uma pessoa independente. Ela trabalha, mora em sua própria casa, tem seus móveis, seu som, seu próprio computador e seu próprio tudo mais. Ah, ela também dirige, sabe dançar e é de Sargitário. Ao ouvir essa frase, fiquei sem jeito e respondi: -”bom, meu emprego ainda não deu para tanto, sabe…”. Apesar da afeição virtual sei que nunca daríamos certo juntos; fora a distância, somos totalmente diferentes: continuo morando com minha família, não tenho um emprego seguro, não sei dançar, não gosto de perder sono por causa de minha enxaqueca, sou de Libra e ainda estou aprendendo a dirigir. Nunca fui um entusiasta de paixões distantes; se perto já é complicado, imagina longe, com todas as tentações do mundo real ao seu alcance. Aos 31 anos, meu romantismo está mais comedido. Graças!!

Mundos distintos e realidades distintas, estranho em uma terra estranha; mas, voltando a frase, me senti como um personagem de Nicky Hornby após lê-a e apesar de ter melhorado, ainda que tardiamente, tenho aquele pequeno complexo de ter começado a pensar na vida atrasado. E realmente o comecei, visto a diferença entre idades minha e da moça citada e todas as coisas já conquistadas por ela. Não foi a primeira vez que ouvi isso e acredito que não vá ser a última.

Apesar do começo meio “Eduardo e Mônica”, este não foi um post romântico e nem uma ode, coincidentemente hoje é dia dos namorados, mas como diz aquele popular roque carioca: “que bom que eu não amo ninguém”.

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