Ramones – “7-11″.

outubro 5, 2010

“I kissed and hugged her and I said goodbye
Last thing I knew she wouldn’t make it alive
Oncoming car went out of control
It crushed my baby and it crushed my soul

Now all I got is sorrow and pain
Standing out here in the rain
The crash, shattering glass, the sirens and pain
It’s driving me insane

Oh yeah We was young and in love…”

O jovem Jeffrey Hyman – também conhecido como Joey, o Ramone – adoraria ter vivido a adolescência nos anos 50 e 60. Como não viveu compôs algumas canções retratando o clima “bubblegum” e um belo exemplo é a canção “7-11″, uma linda balada presente no disco “Pleasant Dreams” que traz uma Sonoridade totalmente sessentista e uma letra contando a trágica estória de um casal apaixonado.
Este disco, juntamente com o anterior “End of Century”, são os esforços Pop da banda em busca do sucesso nas rádios. Infelizmente, esse novo direcionamento na sonoridade era sofisticado demais; ainda mais para uma época tão “moderna” quanto os anos 80.
Entre decepções de seus antigos fãs e a incompreenssão a direção seguida, eles voltaram às suas raízes no album seguinte e preferiram não ousar mais.


Danger Mouse and Sparklehorse – “Dark Night of the Soul” (2010).

setembro 8, 2010

Há pessoas que são problemáticas e ponto. O líder do Sparklehorse, Mark Linkous, era uma delas. Em 1996 ele quase morre por uma overdose de Valium, anti-depressivos, álcool e heroína; não morreu, mas passou 6 meses em uma cadeira de rodas e por sorte não teve suas duas pernas amputadas.

Vamos para 2006, onde o conhecido produtor Danger Mouse [Gnarls Barkley] produz “Dreamt for Light Years in the Belly of a Mountain”. Nesse meio tempo, eles amadureceram a idéia de “Dark Night of the Soul” como uma parceria dos dois mais o cineasta David Lynch, que ficaria encarregado da parte gráfica do projeto, inspirada nas músicas. Como Linkous não se sentia confortável em cantar todas as canções, eles chamaram convidados do naipe de Iggy Pop, Black Francis, Julian Casablancas, Suzanne Vega,  Gruf Rhys, Jason Lytle, The Flaming lips, David Lynch e Vic Chesnutt. A única participação de Linkous no vocal é em um dueto com Nina Persson. A sonoridade não causa nenhum estranhamento para quem já conhece o estilo do Sparklehorse e a produção de Danger Mouse também não mexe em muita coisa. O diferencial talvez seja o toque pessoal de cada convidado nas composições.

O álbum era pra ter sido lançado em 2009, mas uma disputa entre o produtor e a gravadora EMI quase fez ele não ser lançado. Frente a essa situação, Danger resolve vender online o livreto com os ensaios fotográficos feitos por Lynch e junto a ele um CD-R totalmente branco com os dizeres: “por razões legais, o CD-R encartado não trás música. Use-o como quiser”. Felizmente, em 12 de Julho desse ano, tudo foi resolvido e o album foi posto a venda.

A nota trágica fica por conta do suicídio de Mark Linkous com um tiro no peito em 6 de Março; quatro meses antes de ver o álbum ser lançado.

 

Cherry diz:

setembro 2, 2010
(23:00): olha Daniel
(23:00): uma das coisas muito boas e muito ruins em você ao mesmo tempo é que tu tem o coração mole
(23:01): pessoas assim são de uma doçura que agrada todo mundo
mas sempre se ferram no fim das contas…

A mais pura verdade.

Obrigado Ana! Palavras sinceras sempre são boas para abrir os olhos.


Band Of Horses – “Compliments”.

agosto 29, 2010
Essa semana “descobri” o Band Of Horses através do seu mais recente album, Infinity Arms. As imagens valem mais que a minha falta de inspiração momentânea; mas os rapazes são de Seattle, lançaram dois discos pela Sub Pop e hoje são da Columbia.

“Once – Apenas Uma Vez” (2006).

agosto 26, 2010

De 1990 a 1993, John Carney foi o baixista do The Frames, uma banda de folk rock que poderia ser apenas mais uma entre tantas se não fosse a poderosa voz e as composições de Glen Hansard, frontman do grupo. A nível de qualidade a banda facilmente poderia tomar o posto de um Coldplay, mas o destino não quis assim e eles continuaram desconhecidos do grande público.

Após sair da banda, Carney desenvolveu sua carreira como diretor de cinema e em 2006 começou a filmar o longa “Once” no esquema orçamento modesto e ajuda dos amigos. Entre os amigos estava Hansard que ficou encarregado de compor as músicas para a trilha. Até aí tudo bem, até que o ator encarregado para ser o protagonista do romance junto a novata Markéta Irglóva desistiu do papel – para quem não sabe seria Cillian Murphy (“Extermínio”,” Batman Begins” e o recente “A Origem”). Frente a esse problema, Hansard foi convidado para atuar e apesar da relutância inicial, pelo fato de não ser um ator com grande experiência, acabou concordando.

O filme conta a estória de dois músicos que vivem em Dublin, Irlanda, e que por acaso se esbarram em suas duras vidas de trabalho: ele como músico de rua e técnico em consertos de aspirador de pó e ela como vendedora de rosas. Ambos são assombrados por seus relacionamentos inacabados e a paixão pela música acaba os unindo. Ela se impressiona por suas composições e ele por seu talento como pianista, daí essa inesperada amizade acaba levando-os a uma parceria tanto musical quanto pessoal.

É emocionante ver a empatia dos dois desde o primeiro encontro e a árdua tarefa de correr atrás daquilo que se deseja. Tudo contado da maneira mais simples possível e com cada música ilustrando bem a situação.
Ainda que o par central da estória acabe sendo interpretado por músicos e não por atores com formação profissional, a química entre os dois funciona perfeitamente, inclusive fora da tela, com Hansard e Irglóva namorando e fazendo shows com o nome The Swell Season.

Para um filme feito em três semanas de maneira descompromissada e com poucos recursos, o retorno acabou sendo surpreendente, com ele sendo premiado em festivais e ganhando o Oscar de melhor canção, com a música “falling slowly”.

Um exemplo raro que nem toda produção precisa de um elenco ou diretor conhecidos e orçamentos milionários para se ter êxito.

A Dança dos Dias.

agosto 25, 2010
Segunda-feira geralmente é o dia em que eu mais chego cansado em casa. Acordo 4:30 da manhã, me arrumo com calma para estar no ponto de ônibus,estourando, até as 6:00. Chego na escola e começo a dar aula por volta das 7:05, saio por volta do meio dia e chego em casa por volta de 1:40.
Ao todo são 4 conduções que eu pego e o sol do começo da tarde, misturado ao cansaço mental e físico do ofício me fazem lembrar o quanto é bom retornar para o nosso lar; o quanto é bom simplesmente se deitar e não pensar em mais nada. Me dou ao direito de “vagabundar” o resto do dia e começar meu planejamento só na terça.
Fora isso, ainda tenho bandas e amigos que requerem a minha atenção. Sei que às vezes eles não entendem minhas ausências e se aborrecem porque eu não atendo meu celular – puro esquecimento e desleixo. Minha pós graduação consome alguns finais de semana, ainda que seja de 15 em 15 dias. As cobranças em casa para entrar em um cursinho, passar em um concurso público e se estabilizar também consomem alguns de meus neurônios. Calma, calma. Nisso tudo, quando menos me dou conta já estamos no meio da semana e daí para o recomeço dela é um salto. 
Ultimamente tenho pensado que os dias sempre foram curtos e eu é que não tinha tanta coisa para fazer por isso a sensação que o tempo não passava nunca.
Vejo que a tendência agora é eles correrem mais ainda.

Prefácio…

abril 16, 2008
“O que eu tenho a ver com isso? Eu não sei. Nem sei por que eu escrevo isso, eu não sei. Talvez pra me divertir e lhe desesperar, talvez pra lhe divertir e me desesperar. Melhor nem ter começado, mas já que estamos aqui…”.
- Káfila, “Pedreira”.

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